Bom Jardim tem novo prefeito, o terceiro em menos de 4 anos


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Manoel da Conceição, o Sinego, do PRB, era o atual vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores, tomou posse em sessão na ultima sexta.

“O que mais causa espanto no Decreto n° 06/2015 é que no mesmo foi utilizado o art. 24 da Lei n° 8.666/93 como fundamento para sua decretação, que dispõe sobre a dispensa de licitação, o que demonstra que a burla ao procedimento licitatório era o fim pretendido, e não consequência do suposto 'Estado de Emergência'” ‐ Raphael Leite Guedes, juiz Com o afastamento da prefeita de Bom Jardim, Malrinete Gralhada, que foi afastada de suas funções pela justiça na última quinta‐feira (20), a gestão do município deverá ser assumida por Manoel da Conceição Ferreira Filho. Segundo a determinação da justiça, após a promulgação da sentença, a Câmara de Vereadores de Bom Jardim teria 24 horas A posse do vice do legislativo só foi possível devido a prefeita eleita em 2012, Lidiane Leite (PP), ter sido afastada pela Justiça em agosto de 2015. Em seu lugar assumiu a vice‐prefeita Malrinete dos Santos Matos (PMDB) que praticou ainda mais atos de improbidade que sua antecessora e acabou também sendo retirada do cargo por decisão assinada pelo juiz Raphael Leite Guedes, na última quarta‐feira (19). Na escala hierárquica quem assumiria o executivo municipal seria o chefe do poder legislativo, Arão Sousa da Silva, acontece que, diante de uma decisão da Justiça no mês de agosto deste ano, o presidente da Câmara também foi afastado do cargo em 120 dias por ter infligido o Regimento Interno da Câmara e da Lei Orgânica do Município, ao revogar o decreto que determinava a perda do mandado da ex‐prefeita Lidiane. O prazo do afastamento de Arão termina só no dia 08 de dezembro. Quando, se tudo percorrer como dentro da normalidade jurídica, ele retorna ao posto e, portanto, assumirá a prefeitura no lugar do Sinego, que volta a chefiar a Câmara. O novo prefeito que tomou posse [o terceiro em menos de quatro anos], foi eleito vereador em 2012 com 493 votos, ficou apenas na 11º posição entre os 13 vereadores que compõem o parlamento municipal. Agora, em 2016, Sineco disputou a reeleição e obteve desempenho melhor, 761 votos ficando na 6º colocação. ENTENDA O CASO Malrinete Gralhada deverá permanecer afastada até o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2016. Ela foi afastada do cargo de prefeita com base em uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça de Bom Jardim Na ação, protocolada na última quarta‐feira, 19, e assinada pelo promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira, envolve também as empresas Contrex Construções e Serviços Eireli‐ME e J W Comércio e Serviços Eireli – EPP (Piaza & Cia) e os seus respectivos representantes legais, Lucas Fernandes Neto e Wilson Piaza Rodrigues. Logo no início de seu mandato, em setembro de 2015, Malrinete Gralhada, instaurou um procedimento administrativo para averiguar a situação do município. Apenas oito dias depois, e sem qualquer resultado, a prefeita decretou estado de emergência financeira e administrativa no município, por meio do Decreto n° 06/2015. O documento, entre outras providências, autorizava a realização de contratações diretas, com dispensa de licitação. A própria emissão do decreto é questionada pelo Ministério Público. De acordo com a Lei Orgânica do Município de Bom Jardim, não está entre as atribuições do prefeito a decretação de estado de emergência. Além disso, o Decreto Federal n° 7.257/2010, afirma que esta é uma “situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos que impliquem o comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público do ente atingido”, o que não aconteceu no município. “O que mais causa espanto no Decreto n° 06/2015 é que no mesmo foi utilizado o art. 24 da Lei n° 8.666/93 como fundamento para sua decretação, que dispõe sobre a dispensa de licitação, o que demonstra que a burla ao procedimento licitatório era o fim pretendido, e não consequência do suposto 'Estado de Emergência'”, observa, na decisão, o juiz Raphael Leite Guedes. Chama a atenção o fato de que seis dos pregões foram divulgados no Diário Oficial do Estado do Maranhão em 11 de dezembro, com data de sessão marcada para o dia 23. Para a mesma data estavam marcadas as sessões de outros pregões, publicados na imprensa oficial apenas no dia 21 do mesmo mês. Além de violar a Lei n° 10.520/02, que fixa o prazo mínimo entre a publicação do aviso de licitação e a apresentação das propostas em oito dias, os pregões teriam acontecido no período de recesso de fim de ano da administração municipal, conforme determinado no Decreto Municipal n° 14/2015. Como os editais dos certames só poderiam ser obtidos, pessoalmente, na Prefeitura de Bom Jardim, um empresário, interessado em participar dos procedimentos licitatórios, esteve na sede do Executivo Municipal nos dias 22 e 23 de dezembro, encontrando apenas o vigia, que afirmou que os servidores estavam todos em recesso. Retornando no dia 29 do mesmo mês, o empresário foi recebido por um membro da comissão de licitação. Dessa vez ele foi informado que o edital somente poderia ser disponibilizado por uma pessoa específica, mediante pagamento de R$ 50, mas que o sistema para recolhimento da taxa estava inoperante. Diante da situação, o empresário registrou Boletim de Ocorrência e levou os fatos ao conhecimento da Promotoria de Justiça de Bom Jardim. CONTRATOS Além dos problemas na fase de licitação, os contratos não foram cumpridos. A empresa Contrex, por exemplo, alugou veículos e máquinas pesadas ao Município. No entanto, não se tem notícia de obras realizadas em Bom Jardim nesse período, nas quais tais equipamentos pudessem ter sido utilizados. Em relação à empresa Piaza & Cia., foram ouvidos donos de carros supostamente sublocados pela empresa, que afirmaram que os veículos jamais foram utilizados pela Prefeitura. A empresa também teria fornecido materiais de expediente e limpeza, utensílios de cozinha, materiais esportivos e alimentos a diversos setores da Chama a atenção o fato de que seis dos pregões foram divulgados no Diário Oficial do Estado do Maranhão em 11 de dezembro, com data de sessão marcada para o dia 23. Para a mesma data estavam marcadas as sessões de outros pregões, publicados na imprensa oficial apenas no dia 21 do mesmo mês. Além de violar a Lei n° 10.520/02, que fixa o prazo mínimo entre a publicação do aviso de licitação e a apresentação das propostas em oito dias, os pregões teriam acontecido no período de recesso de fim de ano da administração municipal, conforme determinado no Decreto Municipal n° 14/2015. Como os editais dos certames só poderiam ser obtidos, pessoalmente, na Prefeitura de Bom Jardim, um empresário, interessado em participar dos procedimentos licitatórios, esteve na sede do Executivo Municipal nos dias 22 e 23 de dezembro, encontrando apenas o vigia, que afirmou que os servidores estavam todos em recesso. Retornando no dia 29 do mesmo mês, o empresário foi recebido por um membro da comissão de licitação. Dessa vez ele foi informado que o edital somente poderia ser disponibilizado por uma pessoa específica, mediante pagamento de R$ 50, mas que o sistema para recolhimento da taxa estava inoperante. Diante da situação, o empresário registrou Boletim de Ocorrência e levou os fatos ao conhecimento da Promotoria de Justiça de Bom Jardim. CONTRATOS Além dos problemas na fase de licitação, os contratos não foram cumpridos. A empresa Contrex, por exemplo, alugou veículos e máquinas pesadas ao Município. No entanto, não se tem notícia de obras realizadas em Bom Jardim nesse período, nas quais tais equipamentos pudessem ter sido utilizados. Em relação à empresa Piaza & Cia., foram ouvidos donos de carros supostamente sublocados pela empresa, que afirmaram que os veículos jamais foram utilizados pela Prefeitura. A empresa também teria fornecido materiais de expediente e limpeza, utensílios de cozinha, materiais esportivos e alimentos a diversos setores da pagamento destes contratos oriundos das licitações fraudulentas, os parcos recursos do Município de Bom Jardim se exauriram, ocasionando a falta de dinheiro para se pagar os servidores municipais, o que gerou a crise atual no funcionalismo público deste município”, afirma o promotor Fábio de Oliveira.  
Fonte: O imparcial

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