Eleições à Vista e o descrédito da classe política e dos escândalos de corrupção

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A largada já começou numa velocidade ajustada ao pouco tempo que dispõem os candidatos para completarem o ciclo de uma campanha política. Antes mesmo do carnaval, os blocos dos aspirantes aos diversos cargos já começam a arquitetar as fantasias de suas promessas às aspirações dos eleitores.

Nas eleições deste ano, elegeremos o presidente da República e o governador do estado. Dois importantes cargos executivos que comandarão o destino do Brasil e do Maranhão, respectivamente.

A novidade deste ano eleitoral é o impacto da tensão política que domina o país sob os efeitos da Lava Jato e seu reflexo nas unidades federativas.

Aproveitando-se desse clima de descrédito da classe política e dos escândalos de corrupção, alguns pré-candidatos já estão erguendo a bandeira da "ordem" e da "moralização" da República. Por outro lado, alguns idiotas pregam o voto nulo e a abstenção como sinal de protesto. (Aqui o termo "idiota" está usado em seu sentido original, etimológico, do grego idiotés, que se referia aos que não participavam da vida política da cidade).

Vivemos, em todo o mundo, uma fase de descrédito nas instituições e nos partidos políticos tradicionais. O peso das redes sociais está dispensando a representatividade. Entretanto, é preciso não esquecer que a agitação da democracia é melhor do que a estagnação (= ordem) dos regimes totalitários. Para entender momentos como esse é que a educação faz falta. Sem consciência crítica, o eleitor facilmente deixa-se enganar por promessas falaciosas ou vende seu voto para alimentar mais a corrupção.

Enquanto houver democracia haverá eleição, num ambiente de antagonismos, incertezas, disputas e imprevisibilidade. Tudo que assusta os saudosistas do período ditatorial. Como disse o pensador político Daniel Innerarity, "A democracia é um espaço de dúvida, de conflito e de invenção imprevisível".

Precisamos aprender a conviver com esse marca saudável da democracia: as incertezas e os debates.

A Igreja libertadora pode ter um papel relevante nesse processo de conscientização do eleitor para não ficar alheia na construção de um futuro mais digno para todos os cidadãos. Certamente será mais bem ouvida do que os peixes ouviam o padre Antônio Vieira.

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