PT abre mão de ter senador no Maranhão, Piauí, Ceará, Amazonas e Amapá saiba o porquê?

A decisão do Partido dos Trabalhadores de sacrificar a candidatura de Márcio Jardim, para garantir vaga no palanque de Flávio Dino (PCdoB), não é uma situação isolada dos petistas maranhenses, pois em pelo menos outros quatro estados – Ceará, Amapá, Amazonas e Piauí – foi adotada a mesma estratégia. Em troca desses acordos, o partido vai abrir mão de reeleger pelo menos dois senadores, no Ceará e no Piauí.

A presidente nacional do PT, a senadora paranaense Glesi Hoffman, questiona, porém, apenas o acordo do Ceará, que beneficia o senador Eunício Oliveira (MDB), presidente do Senado.

No Maranhão, depois de passar vários meses sustentando que seria candidato ao Senado com apoio da direção nacional, o ex-secretário estadual de Esporte Márcio Jardim, acabou cedendo e o partido endossou no último sábado (28) a chapa majoritária formada por Flávio Dino, para governador; Carlos Brandão (PRB), para vice-governador; e os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), para senador.

Destes nome, apenas o de Eliziane enfrenta resistências tanto de petistas quanto de outros simpatizantes de Lula porque ela, como integrante da CPI da Petrobras, pediu a convocação do ex-presidente e do ex-ministro José Dirceu para prestarem depoimento e serem acareados com seus denunciantes. Eliziane foi mais longe e votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tendo sido, por isto, chamada de “traidora e golpista” na convenção do PCdoB.

Diante dessas posições dos diretórios estaduais, Gleisi Hoffmann anunciou nesta terça-feira (31) que o Diretório Nacional vai entrar com recurso para derrubar pelo menos um desses acordos, o do Ceará, onde o PT abriu mão de uma candidatura própria para seguir a estratégia montada pelo governador Camilo Santana para beneficiar Eunício Oliveira (MDB-CE). Santana defende abertamente a candidatura de Ciro Gomes Gomes (PDT) a sucessor de Michel Temer (MDB).

Ao jornal O Estado de São Paulo, Gleisi Hoffmann manifestou sua indignação. “Nós devemos ter um recurso a esse respeito no diretório nacional. Já fomos avisados disso, vamos discutir essa situação no diretório, portanto, é afirmar que o presidente Lula não mandou nenhuma carta de apoio a Eunício e não apoiaremos Eunício. A discussão sobre a vaga será feita no diretório nacional. Ele (Camilo Santana) que tem que responder sobre isso (proximidade com Eunício), estou falando da posição do PT. Nós não apoiamos o Eunício, temos uma posição contrária a ele e o governador sabia disso. Já tinha manifestado a esse respeito”, disse Gleisi ela.

A opção do PT cearense de não ter candidatura própria ao Senado beneficia, além de Eunício, o ex-governador Cid Gomes, irmão e coordenador da campanha do candidato do pedetista a presidente da República e que é candidato a senador. O mais sacrificado foi o senador José Pimentel, que pleiteava uma vaga na chapa para tentar a reeleição. “Lamento muito a decisão do meu partido de abrir mão de disputar uma das duas vagas ao Senado Federal. As consequências serão históricas e percebidas a partir de 2019”, disse ele.

No Amazonas, a opção do PT de não concorrer ao Senado visa a garantir a reeleição de Vanessa Grazziotin (PCdoB); no Piauí, na montagem da chapa de reeleição do governador Wellington Dias, o partido vai apoiar Ciro Nogueira (PP) em vez de tentar a reeleição de Regina Souza (PT); e no Amapá, vai beneficiar João Capiberibe (PSB).

No Maranhão, o PT não conseguiu indicar sequer suplentes, pois preferiu seguir o plano do governador Flávio Dino.

(Com dados de O Estado de São Paulo)


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