In memoriam: Osmar de Oliveira, Radialista, Advogado, Pai, Amigo e um grande homem para Zé Doca

Osmar Ribeiro de Oliveira nasceu ao amanhecer do dia 31 de janeiro de 1961, em Santa Teresa do Zé Gato, povoado pertencente ao Município de Lago da Pedra, onde foi registrado, sendo o quinto filho dos agricultores Raimundo Francisco de Oliveira e Eulália Ribeiro de Oliveira, mais conhecida como Dona Lili. Na época, a noticia que soava pela Voz do Brasil – a única via de comunicação com o mundo, era a inauguração de Brasília, a nova Capital do Brasil, construída pela perseverança de Juscelino Kubitscheck de Oliveira. E o menino Osmar, sem ter sido ainda batizado, quase ganhou o nome de Brasiliano (segundo D. Lili). Poucos meses depois da chegada de Osmar, a família resolveu se mudar para outro povoado, ainda em formação, na trilha que viria se transformar na BR 316. E nos moldes dos antigos retirantes nordestinos, bem como, pelos mesmos motivos, resumiu seus pertences a um pequeno espaço num pau-de-arara e seguiu na aventura a um novo lar. A família já trazia, além de Osmar, Maria, José, Maria das Graças e Maroly, todos pequenos, e adentrou mata adentro rumo ao desconhecido. O percurso era longo, para aquele tempo, e a família de Osmar conseguiu chegar, de pau-de-arara (um misto de ônibus com caminhão de carga), até Bom Jardim. Dali pra frente seguiu em lombo de burros, por entre trilhas do que seria, posteriormente, a BR 316. Era época de chuvas fortes e eram muitos os igarapés para atravessar com as crianças e os cacarecos. Após longos e sofridos dias de viagem, apearam-se no clarão da floresta escolhida para aventurar uma nova vida. Ao chegarem aqui, juntarem-se a outros poucos recém-chegados, cheios apenas de coragem e esperança. Naquele mesmo ano, um dos primeiros a chegar, José Timóteo Ferreira, de apelido Zé Doca, faleceu, segundo contam, em um acidente, razão pela qual, em sua homenagem, colocaram o nome do povoado de Zé Doca. O menino Osmar de Oliveira e o povoado de Zé Doca, inicialmente chamado de Centro do Zé Doca, se misturaram, um presenciando e testemunhando o crescimento do outro (já que tinham quase a mesma idade quando se encontraram). E nessa relação, não há negar que um contribuía para o crescimento e formação do outro, vivenciando, ambos, todos os seus momentos e deles fazendo registros na memória. Considerando-se filho de Zé Doca e testemunha do seu crescimento, Osmar viu o Centro de Zé Doca se transformar em Cidade, e mais, ajudou no seu crescimento, em todas as suas vertentes do desenvolvimento, especialmente no campo social e político. Mesmo sem exercer nenhum mandato político, realizou importantes feitos como, obras públicas, articulações politicas para a melhoria da qualidade de vida do da comunidade, e trouxe para a cidade o primeiro meio de comunicação da região – a Rádio Alvora. Pioneira na região, prestou e continua prestando um grande serviço à sociedade agora sobre a direção de constantino neto que tem feito muito por nossa querida Zé Doca, no campo de maior importância para o desenvolvimento de um povo, que é a comunicação, a informação, elementos transformadores e promotores da conscientização humana e social. E como Pioneiro, Osmar deixa esse importante legado para a sociedade de toda a região. Deixa, também, quatro filhos e muitos amigos, para testemunharem a sua luta e continuarem os seus ideais. Neste instante, eleito como um dos patronos da Academia Zedoquense de Letras, tal acontecimento nos conduz à certeza de que o homem não morre, quando em sua passagem pela terra, realiza atos e ações em beneficio da humanidade. Osmar de Oliveira se torna IMORTAL, NA MEMORIA DE TODOS OS ZEDOQUENSES, pelos seus feitos e pelo que representa para todos nós, que aqui o reconhecemos como um homem de bem, o pai de família, o amigo, o lutador, o Advogado, o cidadão e o Patrono Permanente da Cadeira de nº 13, da Academia Zedoquense de Letras-AZL, OSMAR RIBEIRO DE OLIVEIRA, que  ficou na nossa memória para sempre. Esteja com Deus, nós festejamos o teu nome e a tua memória. Um grande abraço, irmão.

"Texto José Ribeiro e reformulado por Naã Ramos, José Ribeiro é membro da Academia Imperatrizense de Letras"
"Eu Naã Ramos tenho muito orgulho de ter o conhecido e trabalhado como radialista com o mesmo por vários anos, Osmar de Oliveira um grande amigo o qual sinto muita saudade." 
Se estivesse vivo Osmar de Oliveira estaria completando 58 anos em 2019.










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