Gestor regional de saúde de Zé Doca, Adailton Batista e Defesa Civil chegam em Araguanã e realizam reunião sobre os riscos dos alagamentos

Na manhã da quinta - feira (28), na prefeitura municipal de Araguanã-Ma, aconteceu uma reunião entre os representantes da Defesa Civil do Maranhão. Estiveram presentes, o gestor regional de saúde de Zé Doca Adailton Batista e a defesa civil de São Luis além de integrantes do órgão, e representantes das secretarias do Municipio. A Defesa Civil tem uma missão importante, juntamente com o poder municipal, para juntos desenvolver as ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas, visando sempre evitar ou minimizar desastres. 
Em Araguanã segundo ultimo levantamento atualizado, já passa para mais de 80 famílias atingidas pelas enchentes, e a Prefeitura Municipal visando tudo isto já está tomando as devias providencias. A Defesa Civil estará fazendo o monitoramento das áreas atingidas, para assim alerta também sobre alguns riscos que podem ocorrer. 

Araguanã inundada pelas águas do rio turi
Em entrevista ao site Naã Ramos Adailton Batista Gestor regional de saúde de Zé Doca e da região do alto turi falou sobre vários problemas. 

As Enchentes aumentam risco de doenças infecto-contagiosas pois as chuvas voltaram com força, causando enchentes e, consequentemente, aumentando o risco de doenças infecto-contagiosas. Por isso regional de saúde de Zé Doca faz um alerta sobre a necessidade de prevenção para evitar problemas de saúde ocasionados pelo contato com a água suja das chuvas, que carregam uma série de bactérias e vírus.

Um dos principais problemas é a leptospirose, doença causada por uma bactéria encontrada na urina do rato e que pode entrar pela pele humana. Se a pessoa tiver contato com a água ou a lama das enchentes precisa ficar atento a sintomas como febre, dor muscular, náuseas e dor-de-cabeça. Nesse caso, será preciso procurar um médico imediatamente e relatar que teve contato com alagamentos. 

Outra doença que pode surgir após o período de chuvas é a hepatite A, que pode ser transmitida pela água misturada com esgoto humano. As enchentes também aumentam o risco de diarréia aguda, causada por bactérias, vírus e parasitas, além da febre tifóide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais.

Dicas

É fundamental que se evite contato com as águas das enchentes. Caso isto seja inevitável, é recomendável permanecer o menor tempo possível na água ou na lama. Não deixe que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das enchentes, pois, além do perigo das enxurradas, elas podem ficar doentes. Evite manusear objetos que tenham sido atingidos pela água ou lama. Proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos.

Jogue fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados etc.) que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados. 

Lave bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar. Procure beber sempre água potável, que não tenha tido contato algum com as enchentes, e a utilize no preparo dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano. Para garantir que a água é segura para consumo, ferva-a por ao menos um minuto, ou adicione duas gotas de hipoclorito de sódio com concentração de 2,5% (água sanitária) para cada litro de água.

Os frascos de hipoclorito de sódio a 2,5%, próprios para diluir na água de beber e cozinhar, podem ser encontrados em farmácias ou supermercados. Na falta dessas opções, utilize água sanitária, tomando o cuidado de adquirir apenas aquelas que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes.

Se sua casa for atingida pela enchente, após o recuo da água providencie a limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Usando luvas, botas de borrachas ou outro tipo de proteção para as pernas e braços (como sacos plásticos duplos), descarte para a coleta pública tudo o que não puder ser recuperado e remova – com escova, sabão e água limpa – a lama que restou nos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos da casa.

No caso dos utensílios domésticos (panelas, copos, pratos e objetos lisos e laváveis), lave-os normalmente com água e sabão. Depois, prepare uma solução desinfetante, diluindo um copo (200 ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) em quatro copos de água (800 ml). Mergulhe na solução os objetos lavados, deixando-os ali por, pelo menos, uma hora.

No caso dos pisos, paredes, móveis e outros objetos, após retirar a lama, lave o local com água e sabão e, a seguir, prepare uma solução diluindo um copo (200ml) de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para um balde de 20 litros de água. Umedeça um pano na solução e passe nas superfícies, deixando-as secar naturalmente.

“Esses cuidados são essenciais para que as pessoas possam se prevenir contra doenças infectocontagiosas mais incidentes na época de chuvas, especialmente a leptospirose, que nos casos mais graves pode até levar à morte”, afirmou o Gestor regional de saúde de Zé Doca Adailton Batista.









Nenhum comentário :

Postar um comentário

Topo