GOVERNO BOLSONARO: Venda de gasolina em São Luís diminui 25% no primeiro bimestre

POR AQUILES EMIR

A venda de combustíveis em São Luís sofreu uma queda de 25% nos dois primeiros meses do ano, segundo estimativa do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (Sindcombustíveis). O presidente da entidade, Leopoldo Santos Neto, diz que uma série de fatores, que vão de férias à diminuição de despesas por conta de outros gastos típicos dessa época do ano, contribui para essa diminuição, mas ele teme que a volta dos preços acima de R$ 4,00 contribua para manter o mercado retraído.

Janeiro e fevereiro, como lembra o empresário Antônio Hiluy Nicolau, da Rede Paloma, são meses em que muitas pessoas se ausentam da cidade e outras diminuem a frequência de uso de carro por conta das férias, enquanto algumas usam o carro com menos frequência para poder arcar com outras despesas: IPVA, material escolar, matrícula, IPTU etc. “Tudo isto acaba se refletindo no comércio como um todo”, frisa.

De acordo com o presidente do Sindcombustíveis, Petrobras e Governo do Estado contribuem para a elevação de preços. A estatal, por reajustar os produtos, e o Estado pela elevação do imposto, que teria sofrido um aumento de R$ 0,10 por litro, com a entrada em vigor da nova alíquota de ICMS, que é de 28,5% mais 2% para o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop), totalizando 30,5%.

Leopoldo faz questão de ressaltar que muitos consumidores pensam que o imposto é recolhido com base no preço da bomba, mas é pelo valor arbitrado pelo Governo. Antes mesmo dos aumentos nos postos, quando a gasolina ainda era vendida a R$ 3,90, o ICMS era calculado sobre R$ 4,03 a gasolina comum, enquanto para a aditivada, o cálculo era sobre R$ 5,70, um dos valores mais elevados do país, como atesta a tabela abaixo:
UF Gasolina comum Gasolina premium Diesel S10 Diesel comum GLP ) Etanol
(R$/ litro) (R$/ litro) (R$/ litro) (R$/ litro) (R$/ kg) (R$/ litro)
Acre 4,7027 4,7027 4,3905 **4,3303 6,1548 4,0320
Alagoas 4,4253 4,5137 3,7588 *3,7051 – 3,3482
Amazonas 3,6342 3,6342 3,7531 *3,6328 – 3,3177
Amapá 3,7750 3,7750 4,5850 4,0060 6,0315 3,5900
Bahia 4,7900 5,2500 3,7100 3,6600 4,7800 3,5000
Ceará 4,6000 4,6000 3,6578 3,5822 4,9300 3,5345
Distrito Federal 4,0850 6,1920 3,8350 3,7270 5,5624 3,1470
Espírito Santo 4,4420 6,4371 3,4261 3,4052 5,6420 3,4527
Goiás 4,2647 6,1132 3,5410 3,4297 5,6069 2,8042
Maranhão 4,0300 5,7000 3,5560 3,4430 5,4907 3,6040
Minas Gerais 4,9927 6,3833 3,8554 3,7835 5,4458 3,2087
Mato Grosso do Sul 4,0758 5,9455 3,6276 3,5340 5,5462 3,2710
Mato Grosso 4,6842 6,4038 4,0358 3,9567 7,5584 2,7362
Pará 4,3610 4,3610 3,7960 3,7970 5,9115 3,7010
Paraíba 4,0768 7,6977 3,5311 3,4510 – 2,9199
Pernambuco 4,6011 4,6011 3,6001 3,6001 5,0715 3,4910
Piauí 4,4274 4,4274 3,6410 3,5180 5,2475 3,3572
Paraná 4,1800 5,5800 3,2500 3,1500 4,9700 2,8300
Rio de Janeiro 4,7270 5,5856 3,6070 3,4860 – 3,6000
Rio Grande do Norte 4,0700 7,3900 3,6450 3,4770 5,2080 3,2890
Rondônia 4,2960 4,2960 3,7910 3,7080 – 3,8360
Roraima 3,8730 3,9590 3,6040 3,5130 6,1140 3,7580
Rio Grande do Sul 4,2742 6,3399 3,4569 3,3637 5,6303 3,9034
Santa Catarina 4,1500 5,8100 3,2600 3,1600 5,3900 3,5400
Sergipe 4,2350 4,3630 3,5140 3,4580 5,5220 3,2810
São Paulo 3,9660 3,9660 3,4540 3,3150 5,2538 2,5590
Tocantins 4,3700 7,3600 3,3400 3,2700 6,2000 3,6500


Reajuste – Nesta sexta-feira (08), a Petrobras elevou o preço médio do litro da gasolina A e do diesel sem tributo nas refinarias. A gasolina teve elevação de 2,50%, passando de R$ 1,6865 o litro para R$ 1,7285 o litro, enquanto o preço do diesel subiu 1,91%, passando de R$ 2,1462 para R$ 2,1871, conforme tabela disponível no site da empresa.


Este foi o primeiro aumento desde a semana que antecedeu o carnaval. No dia 1º de março, o litro da gasolina era vendido nas refinaria a R$ 1,68, ou seja, subiu R$ 0,04. Já a nova alíquota de ICMS entrou em vigor terça-feira (05).

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que a companhia pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”.

Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

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