Também quero saber quem mandou me matar, diz Bolsonaro sobre Marielle

Um ex-PM e um policial militar reformado foram presos na manhã desta terça-feira (12/3) acusados de serem o motorista e o atirador no crime.

No mesmo dia em que suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram presos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que se importa com o caso, mas também está interessado em saber quem são os mandantes do atentado à faca que sofreu durante a campanha eleitoral, em outubro de 2018. “Eu conheci a Marielle depois que ela foi assassinada. Mas também estou interessado em saber quem mandou me matar”, disse, ao cortar o assunto.

O presidente afirmou que, apesar de Marielle ter trabalhado com o filho Carlos Bolsonaro (PSC) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ele “nunca tinha ouvido falar” na vereadora. “Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, afirmou o chefe do Executivo.

Bolsonaro desviou do assunto ao ser questionado sobre o fato de ter posado para foto com um dos suspeitos presos. “Eu tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares, do Brasil todo”, afirmou. Ao ser perguntado se estava surpreso com a descoberta, ele disse que não, pois é “coisa rara” as investigações de um crime não serem concluídas. “Eu acredito que não existe crime impossível [de ser solucionado]”, concluiu.

Para o ministro da Justiça, Sergio Moro, esse é um caso que “deve ser levado a sério”. “É um crime que tem que ser investigado por completo, e os responsáveis, levados à Justiça”, completou. O chefe da pasta afirmou que é devido à união da Justiça estadual, da Polícia Civil e da Polícia Federal que crimes semelhantes sejam resolvidos. “Certamente, essa investigação da PF contribuiu bastante e está contribuindo para que se chegue a um melhor resultado investigatório do grave assassinato da senhora Marielle e do Anderson”, disse o ministro, ao encerrar a conversa.

Conheça os suspeitos
Apontado como o atirador que matou Marielle e o motorista Anderson, o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, era conhecido pela frieza e por ser um habilidoso atirador entre os colegas. Ele atuava no 9º BPM no Rio de Janeiro até virar adido da Polícia Civil e trabalhar na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE).

O 9º BPM também esteve sob o comando do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, condenado a 36 anos de prisão acusado de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli. Contra Ronnie Lessa, no entanto, nunca houve uma investigação. Ronnie chegou a ser homenageado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mais de 20 anos atrás pela atuação como policial militar.







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