Impressionante como Jair Bolsonaro despertou no brasileiro uma consciência política que não se via antes

AGORA OS BRASILEIROS SABEM O QUE DIZ, O QUE PENSA, O QUE FAZ, O QUE ESCREVE E COM QUEM ANDA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E SEUS FAMILIARES

Pelo que diz e faz, Jair Bolsonaro é fiscalizado com Lupa pelos brasileiros

Das coisas que Jair Bolsonaro já conseguiu fazer em seis meses de governo - seus aliados dizem que são muitas, mas seu adversários chegam a jurar que foi nada - se há uma que pode ser considerada a mais importante, esta seria o despertar no povo brasileiro um maior interesse pelo que diz, pelo que faz, pelo que escreve e pelas companhias pessoais do presidente da República. Até 2018, pouca gente ligava para conteúdos de decretos, portarias, projetos, inclusive as de emenda constitucional, muito menos para frases politicamente incorretas. Tudo já afetava a vida de todos, mas poucos queriam saber e muitos estavam pouco ligando para o que os políticos faziam ou deixavam de fazer.

As coisas, porém, mudaram radicalmente de janeiro deste ano para cá, e não há um dia sem que não se levante um debate sobre atos e gestos do presidente, alguns demandando até mesmo ações judiciais, convocações de ministros no Congresso Nacional e muitos debates nas redes sociais.

Para que se tenha ideia, tão logo Bolsonaro assumiu a faixa presidencial, como ainda faltava combustível para bombardeá-lo, os adversários foram atrás do passado da família e descobriram, dentre muitas outras coisas, que o senador Flávio Bolsonaro (PSL), então deputado estadual, teve aprovado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, um pedido de condecoração a um policial, que mais tarde veio se saber tratar-se de um miliciano. Um escândalo! E não há quem convença os adversários do presidente de que o cidadão não foi condecorado por ser miliciano, mas policial. 

A maldade, entretanto, não alcança políticos da dita esquerda, como, por exemplo, a condecoração que o governador Flávio Dino (PCdoB) fez em dezembro de 2017 ao então delegado Thiago Bardal, que recebeu uma medalha de Sua Excelência pelos bons serviços prestados ao combate do crime organizado no Maranhão, porém, meses depois, o delegado estava preso (e continua até hoje) sob acusação de chefiar um esquema de contrabando. Quem foi condecorado, o delegado ou o "contrabandista"?

Depois vieram outras polêmicas envolvendo Bolsonaro, porém a mais recente foi a acusação de racismo, que já está sob análise do Ministério Público, a pedido de uma comissão de parlamentares liderada pelo zeloso é ético deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Bolsonaro teria chamado todos os nordestinos de "paraíbas". Quanta ofensa! Ele, porém, jamais teria ousado dizer tal asneira se tivesse assistido a uma reação violenta a esta frase com teor racista bem maior:

"A Dilma não é nenhuma nordestina, nenhuma retirante nordestina, é uma mulher de qualidade. A Dilma é economista de qualidade..." Ele foi pronunciada em maio de 2014, em Salvador (BA), na mesma cidade em que o hoje presidente do Forum de Governadores do Nordeste, Rui Costa, se preparava para a primeira disputa pelo Governo do Nordeste.

E o que dizer desta outra frase? "Quem for ao Nordeste brasileiro, vai ver que não existe povo mais alegre. É um povo que não entende inglês, mas fala por mímica. Todo mundo vai entender a gente, todo mundo vai entender. É fantástica a capacidade de mimicar..." Ela foi dita em junho de 2010, no lançamento da Copa do Mundo do Brasil, na África do Sul. Seu autor: o companheiro Lula. 

Ex-presidente Lula também teve suas atitudes politicamente 
incorretas, mas quem ligou?

Bolsonaro também chocou os brasileiros ao dizer que "quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade". Realmente é algo chocante, só comparável com esta: "para cada sapo tem uma sapa", do ex-presidente Lula, também na África do Sul, ao dizer que as pessoas podiam vir para o Brasil assistir à Copa do Mundo sem medo de ficar sozinho ou sem diversão. Flávio Dino era deputado à época, mas nem atentou para a gravidade da fala, portanto deixou de questionar seu autor numa das comissões da Câmara.

E o que dizer do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que para negar sua condição privilegiada disse que tinha um pé na cozinha, e aquela reação dele, quando para reclamar dos que se aposentam cedo, chamou-os de vagabundos?

Nos dias de hoje, muita gente sabe dizer tudo o que está de errado na proposta da reforma da Previdência Social, mas poucos, pouquíssimos, sabem o que mudou com a reforma de 2003, aquela que gerou o famoso mensalão. Hoje, muita gente reclama do valor liberado para saques do FGTS, mas quase ninguém sabe quanto é possível sacar atualmente. Nada!

Em resumo, o povo brasileiro - incluindo-se deputados, senadores, diretores de OAB e outros letrados que foram desatentos no passado - está politizado, mais cuidadoso sobre com o que fazem seus governantes, contudo ainda precisa se aprimorar, pois como se descuidou demais no passado quase sempre que opina seu discurso é sem consistência e sem coerência, mas que diferença isto faz se o objetivo é não deixar se fazer daqui para frente?

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