Em São Luís, 31% dos infectados pelo HIV são jovens e 75% das gestantes têm sífilis

Gestantes com sífilis na capital maranhense são de mulheres com idade entre 15 e 29 anos

Dados do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde mostram que foram registrados 174 casos de Aids em São Luís no último ano. Desses, 135 notificações foram em homens, o que representa mais de 77% do total.

Ainda de acordo com o levantamento, mais de 31% dos casos foram registrados em pessoas que têm entre 15 e 24 anos. Isso não é observado apenas em relação à Aids, pois 75% dos casos de gestantes com sífilis na capital maranhense são de mulheres com idade entre 15 e 29 anos.

A chefe do Departamento de Atenção às IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Maranhão, Jocélia Frazão, explica que a pasta segue trabalhando para que o número de notificações de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) caia entre os jovens. Segundo ela, as ações vão desde a disponibilização de testes rápidos de detecção das ISTs até campanhas nas redes sociais.

“A gente têm trabalhado em prol principalmente das populações-chaves e prioritárias, tentando ter acesso a essa faixa etária. A gente está levando nas redes sociais, buscando esses jovens para estar conversando porque conscientizar a gente não consegue, mas orientar na prevenção sim.”

O jovem Francisco Ferreira, de 25 anos de idade, mora em São Luís. Ele é vendedor e foi diagnosticado com HIV aos 22 anos de idade. Na época, ele não teve nenhum sintoma forte, apenas diarreias constantes. Após alguns dias, os sintomas ficaram mais intensos e Francisco foi procurar ajuda em um posto de saúde. Francisco explica que não cogitava ter HIV pois não apresentava nenhum sintoma. Mesmo assim, decidiu fazer exames que poderiam detectar as ISTs. Após a confirmação do diagnóstico, ele ficou internado por três meses, mas, atualmente, possui uma rotina normal.

“Eu tinha um sintoma que era a diarreia. Era o que eu sentia. Eu nunca cogitei a ideia de ser o HIV por conta que eu estava com uma aparência física saudável. Eu tinha aumentado de peso, o cabelo estava maior, mais brilhoso, e eu não sentia nenhum tipo de cansaço, de fraqueza ou de febre”.

O tratamento é oferecido de forma gratuita por todas as unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. Além disso, todas as Unidades de Saúde têm testes para a detecção das infecções. Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.

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