Caros amigos,
Venho por meio deste texto esclarecer minha situação atual, que tem sido bastante difícil e tem exigido muito de mim física e emocionalmente.
Minha fração de ejeção cardíaca, que antes estava em 22%, caiu para 20% após o último ecocardiograma. Tenho enfrentado sérias dificuldades para dormir por causa da falta de ar constante, além de sentir um cansaço extremo e indisposição no dia a dia.
Meu cardiologista já me informou que preciso realizar um transplante cardíaco o mais rápido possível. Porém, esse é um processo demorado: existe uma fila de espera, critérios de compatibilidade e, principalmente, a necessidade de um doador. Infelizmente, para que eu possa sobreviver à insuficiência cardíaca, é preciso que exista a doação de um órgão.
Estou tentando marcar meu retorno ao Hospital Universitário Dutra para atualizar meus dados e continuar na fila de espera. No entanto, é muito difícil viver com tantas limitações e, ao mesmo tempo, continuar trabalhando. Sou servidor público e preciso cumprir minha carga horária para receber meu salário, que é essencial para a compra das medicações de uso contínuo, as quais não posso interromper.
Agradeço imensamente a todos que têm se solidarizado comigo, seja por meio de ajuda financeira, mensagens de apoio ou orações. Sei que o processo é lento, mas creio em Deus e, pelo sangue poderoso de Jesus, tenho fé de que vou vencer essa batalha e voltar a viver com saúde.
Aos que me julgam e dizem que estou encenando, deixo claro: esta é a verdadeira razão dos meus afastamentos.
A todos, minha sincera gratidão.
Raul Cardoso
A importância de ser doador de órgãos:
No Brasil, milhares de pacientes dependem da doação para continuar vivendo. Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, com a doação de órgãos como coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas e intestino, além de tecidos como córneas, ossos e pele.
Por que a doação é tão importante?
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Salva vidas: pessoas em estado grave podem ter uma nova oportunidade de viver.
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Reduz filas de espera: a demanda é muito maior que o número de doadores.
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Promove empatia e solidariedade: é um gesto de amor ao próximo.
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Deixa um legado: mesmo após a morte, é possível continuar ajudando outras pessoas.
Como ser doador?
No Brasil, não é preciso registrar em cartório. Basta comunicar à família o desejo de ser doador, pois somente ela pode autorizar a doação após a morte.
Um gesto simples, um impacto gigante
Ser doador é transformar dor em esperança. É permitir que outras pessoas voltem a enxergar, respirar, andar e viver. A doação de órgãos é, acima de tudo, um ato de humanidade que pode mudar destinos.
