Confira a resposta da parlamentar:
“Boa noite, Naã Ramos.A transformação da prática de ‘dar grau’ (empinar moto) em esporte regulamentado é um tema que gera debate em todo o Brasil. De um lado, existem os entusiastas que buscam reconhecimento; do outro, autoridades e cidadãos preocupados com a segurança pública.O ‘grau’ tem sido reconhecido como esporte radical, conhecido como Wheeling ou manobras, mas é importante destacar que só pode ser considerado esporte quando realizado em ambiente controlado, seguro e com autorização. Fora desses locais, continua sendo prática perigosa e ilegal, sujeita às penalidades previstas em lei.
O objetivo da regulamentação seria justamente retirar essa prática das vias públicas — onde é crime — e levá-la para espaços apropriados, fechados e com uso de equipamentos de proteção.
Muitos defendem como expressão cultural e habilidade técnica, pois exige equilíbrio, talento e treinamento, semelhante ao motocross. O reconhecimento também permite a organização de campeonatos e eventos oficiais, inclusive com supervisão de entidades como a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM).
Por outro lado, há críticas quanto ao risco de incentivar a prática nas ruas, colocando em perigo motociclistas, pedestres e motoristas. Empinar moto em via pública é infração gravíssima segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), além de gerar danos ao veículo, barulho excessivo e perturbação.
Sem contar que nenhuma família quer perder alguém.”
Diante da fala da vereadora, fica claro que o posicionamento demonstra preocupação com a segurança pública e os impactos sociais da prática. Pelo tom da resposta, a parlamentar sinaliza que pode votar contra a possível regulamentação do “grau” como esporte em Zé Doca, caso não haja garantias concretas de controle, segurança e fiscalização adequada.