Um despacho publicado em 17 de março de 2026 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) incluiu o município de Zé Doca e diversas cidades da região do Alto Turi na lista de áreas onde está proibido o cultivo de algodão geneticamente modificado.
A decisão também atinge outros municípios maranhenses e estados do país, mas chama atenção na região pelo fato de que não há tradição de plantio de algodão.
Alto Turi está na lista
Além de Zé Doca, outros municípios importantes do Alto Turi também foram incluídos na zona de exclusão, como:
Santa Luzia do Paruá
Centro Novo do Maranhão
Presidente Médici
Governador Nunes Freire
Maracaçumé
Centro do Guilherme
Junco do Maranhão
A inclusão em massa reforça que a medida tem caráter regional e preventivo.
Por que proibir algo que nem é plantado?
A decisão da CTNBio não leva em conta apenas a produção atual. O foco é evitar problemas futuros.
O principal objetivo é impedir o chamado fluxo gênico, quando plantas transgênicas podem contaminar espécies naturais de algodão. Mesmo sem lavouras comerciais, podem existir:
Espécies nativas do gênero Gossypium
Plantas em estado silvestre
Pequenos cultivos isolados
Estudos da Embrapa apontam que essas espécies precisam ser protegidas.
O que muda na prática?
Para cidades como Zé Doca e todo o Alto Turi:
Fica proibido plantar algodão transgênico
A medida impede a chegada desse tipo de cultivo no futuro
Produtores devem seguir as normas ambientais federais
Decisão vale para outras regiões do Brasil
A restrição também se aplica integralmente a estados como Acre, Amazonas e Amapá, além de municípios específicos em outras partes do país.
