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06 outubro 2026

Caiado e Zema anunciam apoio a Flávio na disputa com Lula no 2º turno da eleição

A disputa presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo político nesta segunda-feira (5), com o posicionamento de dois nomes que chegaram ao primeiro turno como alternativas dentro do campo da direita: Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento acontece menos de 24 horas depois da divulgação do resultado do primeiro turno e coloca em evidência a tentativa de reorganização do eleitorado de centro-direita e direita para a votação marcada para 25 de outubro.

Quanto Caiado e Zema receberam nas urnas?

Os dois candidatos terminaram o primeiro turno fora da disputa presidencial, mas seus resultados representam um contingente eleitoral que passa a ser observado pelas duas campanhas.

Segundo os dados consolidados da apuração:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.148 votos — 2,18%
  • Romeu Zema (Novo): 326.488 votos — 0,27%

Somados, Caiado e Zema receberam 2.931.636 votos no primeiro turno.

É importante destacar que esses votos não são automaticamente transferidos para Flávio Bolsonaro. O apoio político dos candidatos não significa que todos os seus eleitores necessariamente seguirão a mesma orientação no segundo turno.

Flávio terminou na frente de Lula

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 56.104.503 votos (47,03%), enquanto Lula obteve 53.879.538 votos (45,16%).

A diferença foi de aproximadamente 2,22 milhões de votos.

O resultado levou os dois candidatos ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Esse cenário torna ainda mais relevantes os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho. Além de Caiado e Zema, Augusto Cury recebeu 3.448.569 votos, enquanto Renan Santos obteve 2.675.887.

🤝 Caiado: peso político além dos votos

O apoio de Ronaldo Caiado possui uma dimensão que vai além dos seus 2,6 milhões de votos.

Ex-governador de Goiás, Caiado mantém influência política no estado e entre setores do agronegócio e lideranças municipais. Ele deverá oficializar o apoio a Flávio em um ato em Goiânia nesta terça-feira (6), com a participação do governador reeleito Daniel Vilela (MDB), prefeitos e outras lideranças.

O PSD, entretanto, não fechou apoio nacional a um dos candidatos e liberou seus filiados para escolherem entre Flávio e Lula. Portanto, a decisão de Caiado não representa automaticamente uma adesão de todo o partido.

🇧🇷 Zema também entra no segundo turno

Romeu Zema anunciou seu apoio a Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira.

O ex-governador de Minas Gerais terminou o primeiro turno com 326.488 votos, equivalentes a 0,27% dos votos válidos.

A declaração de Zema reforça a aproximação de diferentes setores da direita em torno da candidatura de Flávio para a segunda etapa da eleição.

🔥 O impacto político

O principal impacto desses apoios está na reorganização das forças que disputaram o primeiro turno.

Flávio Bolsonaro conseguiu chegar ao segundo turno com uma vantagem de mais de dois milhões de votos sobre Lula. Agora, sua campanha busca ampliar essa vantagem atraindo eleitores que escolheram candidatos que não avançaram para a etapa final.

Caiado e Zema, juntos, tiveram quase 2,93 milhões de votos. O número é próximo da vantagem obtida por Flávio sobre Lula no primeiro turno, mas a transferência não pode ser tratada como automática.

Além disso, existem aproximadamente 9 milhões de votos distribuídos entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno, tornando esse eleitorado um dos principais focos da disputa nas próximas semanas.

⚖️ Uma nova configuração eleitoral

O cenário revela uma eleição que começa o segundo turno com três grandes desafios:

Para Flávio Bolsonaro: consolidar os votos que já recebeu, ampliar sua base entre os eleitores dos candidatos derrotados e transformar os apoios políticos recebidos em adesão eleitoral.

Para Lula: buscar votos entre os eleitores dos candidatos que ficaram fora da disputa e reduzir a vantagem registrada por Flávio no primeiro turno.

Para os eleitores de Caiado e Zema: decidir individualmente se acompanharão a orientação dos candidatos, optarão por Lula, votarão nulo/branco ou não comparecerão às urnas.

Assim, Caiado e Zema não entregam automaticamente seus quase 2,93 milhões de votos a Flávio, mas seus posicionamentos acrescentam novas alianças e alteram a configuração política do segundo turno.

A partir de agora, a eleição deixa de ser apenas uma disputa entre os dois candidatos mais votados e passa a ser também uma disputa pela recomposição das alianças e pela conquista dos milhões de eleitores que ainda não definiram seu voto para 25 de outubro.

Fonte dos resultados eleitorais: dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral e compilação da apuração.