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09 outubro 2026

Lula perdeu mais de 100 mil votos em relação a 2022 no Maranhão e agora tenta recuperar o caldo derramado


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à disputa do próximo dia 25 de outubro com o desafio de recuperar votos e garantir sua permanência na Presidência da República. No Maranhão, o petista recebeu 102.124 votos a menos no primeiro turno de 2026 do que no segundo turno de 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro.

Naquela ocasião, Lula conquistou 2.668.425 votos no estado, equivalentes a 71,14% dos votos válidos. Agora, no primeiro turno de 2026, foram 2.566.301 votos, correspondentes a 63,99%. A diferença representa uma redução de 7,15 pontos percentuais, considerando a comparação entre os dois turnos de eleições distintas.

Embora continue sendo o mais votado no Maranhão, Lula enfrenta um cenário nacional mais difícil. Seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), terminou a primeira etapa à frente, com uma vantagem de mais de 2 milhões de votos. Os dois voltam às urnas no dia 25 para decidir quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.

Nesse cenário, a mobilização das bases políticas do Nordeste ganha peso para o petista. Recuperar eleitores e ampliar sua vantagem na região são caminhos para tentar reverter o resultado nacional.

No Maranhão, uma das principais questões políticas é o grau de participação do governador Carlos Brandão e de seu grupo na campanha de Lula. Brandão pediu votos para o presidente durante o primeiro turno, mas as divergências com setores ligados ao petista marcaram a disputa estadual.

Entre os brandonistas, a avaliação é de que o grupo foi prejudicado por adversários ligados à base de Lula, tanto no estado quanto no cenário nacional. As reclamações envolvem ações judiciais e embates políticos que, na visão desses aliados, trouxeram prejuízos eleitorais.

Brandão e seu grupo dizem que Lula e aliados em Brasília deram as costas para o governador que viu a polícia federal, em plena campanha, fazer operação policial prender aliado do governo do estado, assim como o STF reabrir processos que estavam parados , dentre outras ações que prejudicaram a campanha de Orleans Brandão no Maranhão.

A expectativa agora é saber como essas divergências vão pesar na mobilização para o segundo turno. Para Lula, reunir aliados e transformar apoio político em votos será vital. Com a permanência na Presidência em jogo, o dia 25 será de tudo ou nada para o petista.

Braide e Orleans não se definiram ainda para o segundo turno

Até o momento, segundo as informações apuradas pelo jornalista Elias Lacerda, o ex-prefeito de São Luís e governador eleito, Eduardo Braide (PSD), e Orleans Brandão (MDB), que também disputou o governo do Maranhão, ainda não se pronunciaram sobre a campanha no segundo turno para presidente. Assim como a do governador Carlos Brandão, a posição dos dois é aguardada diante da influência política e eleitoral que possuem no estado.