Segundo o esclarecimento, foi divulgada de forma irresponsável uma narrativa de que um corpo teria sido abandonado por falta de recursos financeiros, o que não corresponde à realidade dos fatos. De acordo com o relato de quem acompanhou diretamente o caso, toda a assistência social foi prestada desde as primeiras horas, com disponibilidade de caixão, roupas fúnebres e acompanhamento integral da família.
O que ocorreu, na prática, foi apenas uma decisão familiar de aguardar a chegada de uma parente próxima para definir o local do sepultamento. Ou seja, não houve abandono, não houve omissão e muito menos negligência por parte do poder público municipal.
A nota é dura ao afirmar que parte da oposição tentou transformar uma tragédia em palanque político, utilizando a dor de uma família para atacar a gestão municipal com informações distorcidas e sem qualquer checagem.
“Fazer política em cima da morte de pessoas é desumano, é baixo e é irresponsável. A administração de Zé Doca tem serviço social atuante, presente e resolutivo, e isso pode ser comprovado por qualquer família atendida”, destaca o texto.
O caso reacende um debate antigo na cidade: enquanto a gestão municipal mantém equipes técnicas trabalhando diariamente no atendimento social, uma pequena ala da oposição insiste em criar narrativas negativas, mesmo quando os fatos demonstram o contrário.
Mais grave ainda foi a denúncia de que imagens do corpo teriam sido divulgadas sem autorização da família, prática considerada antiética e desrespeitosa, especialmente para quem conhece minimamente a realidade de famílias em situação de luto.
A nota encerra com um recado direto à oposição:
“Zé Doca tem administração, tem serviço público funcionando e tem compromisso com as pessoas. O que não pode continuar é a exploração da desgraça alheia como estratégia política.”
O episódio deixa claro que, em Zé Doca, a disputa política começa a ultrapassar limites morais, e que a população precisa estar atenta para não ser manipulada por discursos sensacionalistas que não refletem a verdade dos fatos.
Palavras transcrevidas do grupo meninos ligeiros postado pelo Diretor do Hospital SESP. Jailton Santos.
Ei, Casadinho, eu estou sim no grupo. Só não tinha visto antes porque estava acessando por outro número, em outro grupo, mas estou aqui e pode falar comigo tranquilamente.
O que eu preciso esclarecer é o seguinte: você divulgou um áudio com informações inverídicas, carregadas de desinformação e mentira sobre a situação daquele rapaz. E isso precisa ser dito com todas as letras: não corresponde à verdade.
Desde as primeiras horas, os familiares nos procuraram e foram devidamente atendidos. O serviço social já tinha pleno conhecimento do caso e toda a assistência estava garantida, inclusive com disponibilidade de caixão e roupas fúnebres.
O que ocorreu, de fato, foi que a família pediu apenas para aguardar a chegada da irmã do rapaz, pois seria ela quem decidiria se o sepultamento aconteceria aqui no cemitério do município ou em Igarapé dos Índios. Por isso o corpo permaneceu aguardando naquele local. Mas todo o suporte já estava resolvido desde cedo.
Eu mesmo fui acordado logo pela manhã por familiares mais distantes, que inclusive foram acionados por conta da situação, já que o rapaz estava inicialmente como indigente, sem documentos. Ainda assim, o serviço social esteve presente, atuante e prestando toda a assistência necessária.
Portanto, a informação que você repassou, dizendo que o corpo foi deixado lá por falta de dinheiro ou por causa de “mil e poucos reais”, é mentirosa. Isso não é verdade.
Todos os serviços que são de responsabilidade do serviço social foram e continuam sendo prestados, seja aqui no município, seja em São Luís ou em qualquer outra localidade. Eu afirmo isso porque sou testemunha direta de todo o processo.
O mais importante, nesse momento, é que você busque informações corretas antes de divulgar qualquer coisa, e não use uma tragédia como essa para fazer política ou sensacionalismo em cima da dor alheia. Isso é feio, irresponsável e desrespeitoso.
Você trabalha com a área fúnebre, lida com caixões e com famílias enlutadas. Você sabe muito bem o quanto essas pessoas estão fragilizadas. Divulgar imagens sem autorização da família é uma falta de respeito gravíssima.
Eu não estou aqui para gostar ou deixar de gostar de ninguém. Estou aqui para falar a verdade. E a verdade é essa: suas colocações foram mentirosas nesse ponto, porque eu acompanhei tudo de perto, desde o início, e estive diretamente envolvido junto com a família e com o serviço social.
E digo mais: pode conversar com qualquer familiar que recebeu atendimento. Todos vão confirmar que houve assistência, houve suporte e houve respeito.
Por isso, venho a público afirmar: o que você disse nessas partes foi mentira.
