À frente desse retorno está Carlinhos Muniz, proprietário do bar, que não conteve a emoção ao rever rostos conhecidos que ajudaram a construir a identidade do Scorpions. “Foi como se o tempo não tivesse passado”, comentou, visivelmente emocionado ao abraçar antigos companheiros de balcão e de resenha.
Entre os presentes estavam figuras queridas e tradicionais da época áurea do bar, como o jornalista Naã Ramos, o professor Fábio Andrade, o empresário Rafael Cutrim acompanhado do filho Rian, o motorista Neguim, o músico Bruno Alvarenga, o fazendeiro Da Hora, além dos conhecidos Lorão, Urso, David Designer e outros amigos que, mesmo mais distantes ao longo dos anos, fizeram questão de marcar presença nesse momento simbólico.
A festa foi à altura da nostalgia: churrasco no ponto certo, peixe assado, muita cerveja gelada e um som ambiente impecável, criando o clima perfeito para uma tarde regada a boas conversas, risadas, lembranças do passado e aquela resenha que só quem viveu os tempos antigos do Scorpions sabe explicar.
Mais do que a reabertura de um bar, o que se viu foi o renascimento de um ponto de encontro, de uma história coletiva, onde laços de amizade atravessaram gerações e resistiram ao tempo. O Scorpions Bar provou que alguns lugares não são apenas estabelecimentos comerciais — são verdadeiros capítulos vivos da memória afetiva da cidade.
E, pelo que se viu nesse reencontro, o Scorpions não apenas voltou… voltou para ficar.



